Junho Preto chama atenção para o agressivo de câncer melanoma

Isabel Gusmão
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O Junho Preto reforça a importância da conscientização sobre o melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. A campanha busca alertar a população sobre os sinais da doença, os fatores de risco e a necessidade do diagnóstico precoce, principal aliado para aumentar as chances de cura.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o Brasil deverá registrar cerca de 9,3 mil novos casos de melanoma por ano. Embora represente aproximadamente 4% dos tumores de pele, o melanoma preocupa devido à sua capacidade de se espalhar para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo quando identificado em estágios avançados.

Já o câncer de pele não melanoma continua sendo o mais frequente no país, com cerca de 263 mil novos casos anuais previstos pelo INCA. Apesar da alta incidência, apresenta elevadas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

Segundo o oncologista Rodrigo Arruda, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, a exposição solar acumulada ao longo da vida é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença. Trabalhadores que atuam ao ar livre, como agricultores, pescadores, ambulantes e profissionais da limpeza urbana, fazem parte dos grupos mais vulneráveis.

Pessoas com pele clara, olhos claros, histórico de queimaduras solares frequentes, idosos e indivíduos com imunidade reduzida também apresentam maior risco para o desenvolvimento do câncer de pele.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas que não cicatrizam, manchas que aumentam de tamanho, lesões que sangram facilmente e alterações na aparência de pintas já existentes. Especialistas recomendam atenção especial à chamada Regra ABCDE, utilizada para identificar características suspeitas em manchas e sinais na pele.

A sigla considera aspectos como assimetria, bordas irregulares, variação de cores, diâmetro superior a seis milímetros e evolução rápida da lesão. A presença de uma ou mais dessas características deve motivar uma avaliação médica.

"O diagnóstico precoce continua sendo a melhor estratégia para o tratamento eficaz do câncer de pele. Quando identificado no início, muitas vezes o tratamento pode ser realizado apenas com cirurgia", destaca Rodrigo Arruda.

Além do acompanhamento dermatológico regular, a prevenção passa pelo uso diário de protetor solar, reaplicação ao longo do dia, utilização de chapéus, roupas com proteção UV e a redução da exposição ao sol entre 10h e 16h.

Durante o Junho Preto, especialistas reforçam que observar mudanças na pele e procurar atendimento médico diante de qualquer alteração suspeita pode fazer a diferença entre um tratamento simples e uma doença potencialmente grave.


Foto/ Imagem: Divulgação/ Amanda Myrtes


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