No Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março, especialistas reforçam o alerta sobre a importância de manter uma rotina adequada de descanso para preservar a saúde física e mental. A campanha da Semana do Sono 2026, promovida pela Academia Brasileira do Sono, traz como tema “Dormir bem, viver melhor” e busca conscientizar a população sobre os impactos da privação de sono.
Dados do Ministério da Saúde mostram que 20,2% dos brasileiros adultos dormem menos de seis horas por noite, tempo considerado insuficiente para a recuperação do organismo. O levantamento também aponta que 31,7% dos adultos relatam sintomas de insônia, números que passaram a integrar pela primeira vez o sistema Vigitel 2025.
De acordo com o neurologista Igor Figueiredo, o sono é uma necessidade biológica fundamental e interfere diretamente em diversos processos do corpo humano. “O sono não é apenas descanso. Ele participa da reparação muscular, consolidação da memória, produção hormonal e fortalecimento do sistema imunológico”, explica o especialista, que atua no Hospital Pelópidas Silveira.
Segundo o médico, o sono acontece em etapas organizadas: vigília, sono leve, sono profundo e sono REM, cada uma desempenhando funções específicas para o equilíbrio do organismo. A privação crônica de sono pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e demência, além de comprometer a concentração, o humor e a capacidade de aprendizado.
O neurologista destaca que hábitos da vida moderna, como uso excessivo de telas, jornadas prolongadas de trabalho e sobrecarga emocional, têm contribuído para o aumento dos distúrbios do sono. Para adultos, a recomendação é dormir entre sete e nove horas por noite. Idosos devem manter entre sete e oito horas, enquanto crianças podem precisar de até 14 horas, dependendo da idade.
Dormir menos do que o necessário impede que o cérebro complete seus ciclos adequadamente, causando irritabilidade, sonolência diurna e prejuízo cognitivo. Entre os principais distúrbios do sono estão insônia, apneia, ronco persistente e síndrome das pernas inquietas, condições que exigem avaliação médica.
O ronco pode ser sinal de obstrução das vias aéreas e estar associado à apneia do sono, caracterizada por pausas respiratórias durante a noite.
Já a insônia pode ter relação com ansiedade, depressão ou uso de medicamentos, enquanto a síndrome das pernas inquietas provoca desconforto e necessidade constante de mover os membros inferiores.
A orientação médica é procurar acompanhamento profissional sempre que os sintomas forem frequentes, garantindo diagnóstico correto e tratamento adequado.
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