Agosto é período estratégico para pequenas empresas revisarem planejamento tributário. E, com mais da metade de 2026 já transcorrida, agosto surge como um momento estratégico para micro e pequenas empresas revisarem as finanças e o planejamento tributário.
A análise pode ajudar empresários a identificar mudanças no faturamento, nos custos e na estrutura do negócio ocorridas ao longo do ano. Segundo o contador Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade, essa revisão é importante porque pequenas alterações nos custos podem ter impacto significativo no caixa. “Muitas vezes, o empresário acompanha quanto vende, mas não sabe exatamente quanto os impostos representam no resultado”, afirma.
Para o especialista, o primeiro passo é comparar os resultados registrados até agora com o planejamento elaborado no início de 2026. Faturamento, folha de pagamento, despesas, margem de lucro e custos operacionais devem ser considerados nessa avaliação.
Empresas que cresceram, contrataram funcionários ou ampliaram a oferta de serviços podem estar em uma situação diferente da projetada no início do ano. O regime tributário também deve entrar na análise, embora eventuais mudanças dependam das regras e dos períodos estabelecidos pela legislação.
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real apresentam características distintas e devem ser avaliados de acordo com o perfil de cada negócio. “Atuar no Simples Nacional não significa necessariamente pagar menos imposto”, explica Paulo de Tarso.
Segundo ele, o enquadramento precisa ser analisado considerando fatores como atividade, faturamento, despesas, folha de pagamento e margem de lucro. A revisão também deve incluir a conferência de notas fiscais, despesas, movimentações bancárias e demais documentos contábeis.
A falta de organização pode provocar erros na apuração dos tributos, gerar multas e dificultar o aproveitamento de possibilidades previstas na legislação. Outro cuidado é manter separadas as contas pessoais e empresariais, medida que contribui para identificar com maior precisão o resultado financeiro da empresa.
A projeção do faturamento até dezembro é outro ponto relevante no planejamento. Períodos de maior consumo, como Black Friday e Natal, podem elevar as vendas, mas também aumentar despesas com estoque, contratações, logística e impostos. Por isso, o crescimento do faturamento não deve ser analisado isoladamente.
É necessário estimar também o impacto dessas operações sobre o fluxo de caixa e a margem de lucro. De acordo com Paulo de Tarso, o início do segundo semestre pode funcionar como um “check-up” financeiro e tributário. A avaliação antecipada permite identificar problemas e organizar processos antes do encerramento do exercício.
Também possibilita reunir informações que serão úteis para as decisões tributárias de 2027. “O empresário não precisa esperar dezembro para descobrir que poderia ter feito diferente”, afirma.
Para o contador, planejamento tributário não significa deixar de pagar impostos, mas buscar o enquadramento adequado e cumprir corretamente as obrigações. A estratégia pode contribuir para reduzir custos evitáveis e preservar a saúde financeira da empresa.
A recomendação é que os empresários façam a revisão com apoio contábil, especialmente diante de mudanças no porte, atividade ou estrutura do negócio.
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