O Brasil vive um acelerado processo de envelhecimento populacional. Atualmente, as pessoas com 60 anos ou mais representam quase 17% da população brasileira, somando mais de 32 milhões de habitantes. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de investir em ações que promovam um envelhecimento saudável, preservando a autonomia, a independência e a qualidade de vida dessa parcela crescente da população.
A prática regular de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada continuam entre as principais recomendações para quem deseja chegar à terceira idade com mais saúde. No entanto, mesmo mantendo hábitos saudáveis, os idosos estão mais suscetíveis a limitações funcionais, dores crônicas, perda de força muscular, alterações no equilíbrio e quedas, um dos principais fatores de internação e perda de independência nessa faixa etária.
Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel fundamental tanto na prevenção quanto na reabilitação. O tratamento fisioterapêutico auxilia na recuperação da mobilidade, no fortalecimento muscular, na melhora do equilíbrio e da marcha, reduzindo o risco de quedas e contribuindo para que o idoso mantenha sua capacidade funcional por mais tempo.
Uma das novidades na área é a Escala Régis, metodologia desenvolvida pelo fisioterapeuta brasileiro Régis Novaes, que também atua nos Estados Unidos. A ferramenta utiliza um software para avaliar as condições clínicas do paciente por meio de uma pontuação baseada nas respostas obtidas durante a consulta.
A partir desse resultado, é possível definir de forma individualizada a frequência ideal das sessões de fisioterapia, evitando tratamentos padronizados e direcionando o atendimento conforme a necessidade real de cada paciente. Além de otimizar o tempo de recuperação, a metodologia também pode reduzir custos ao indicar o número adequado de sessões.
A avaliação deve ser realizada, em média, a cada 30 dias. Após 90 dias, o sistema apresenta um relatório da evolução clínica do paciente, indicando se houve melhora, estabilidade ou piora do quadro, permitindo ajustes no plano terapêutico e tornando o tratamento ainda mais preciso e eficiente.
Foto/ Imagem: Reprodução/ Portal Gov.BR
