Dia Mundial do Câncer de Rim reforça importância do diagnóstico precoce

Isabel Gusmão
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Neste próximo dia 18 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, especialistas chamam a atenção para uma doença que costuma evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, só é descoberta em estágios mais avançados. O câncer renal representa cerca de 3% dos tumores malignos urológicos e atinge principalmente homens entre 50 e 70 anos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência da doença no Brasil varia entre sete e dez casos para cada 100 mil habitantes. Apesar dos números expressivos, a falta de sintomas nas fases iniciais ainda é um dos principais desafios para o diagnóstico precoce.

Segundo o urologista e cirurgião Eugênio Lustosa, muitos pacientes descobrem o tumor de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos. “O câncer de rim geralmente não apresenta sintomas no início. Quando identificado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância dos exames de rotina e do acompanhamento médico regular”, explica.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão o tabagismo, a obesidade, a hipertensão arterial, o histórico familiar de câncer renal e algumas síndromes genéticas. Pessoas com esses fatores devem manter atenção redobrada à saúde e realizar avaliações periódicas.

O sintoma mais comum do câncer de rim é a presença de sangue na urina, conhecida como hematúria. Outros sinais que podem surgir incluem dor persistente na região lombar, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo, febre recorrente e até o aparecimento de uma massa abdominal.

“O sangue na urina nunca deve ser ignorado. Mesmo que apareça apenas uma vez, é fundamental procurar um especialista para investigação. Nem sempre é câncer, mas pode indicar doenças importantes que exigem tratamento”, alerta Eugênio Lustosa.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que a doença foi responsável por cerca de 10 mil mortes no Brasil entre 2019 e 2021. No mesmo período, milhares de pacientes precisaram passar por nefrectomia, cirurgia que remove parcial ou totalmente o rim afetado.

O tratamento varia conforme o tamanho e a localização do tumor. Nos casos diagnosticados precocemente, a cirurgia continua sendo a principal opção terapêutica, muitas vezes com técnicas minimamente invasivas que preservam parte do órgão. Em situações mais avançadas, podem ser indicadas terapias-alvo e imunoterapia.

A campanha de conscientização busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre os sinais da doença e incentivar a procura por atendimento médico diante de qualquer alteração urinária. Especialistas reforçam que a informação e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais armas para aumentar as chances de cura e preservar a qualidade de vida dos pacientes.


Foto/ Imagem: Divulgação/ COM3 Comunicação 


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