O mês de fevereiro ganha um tom especial com a campanha Fevereiro Roxo, voltada à conscientização sobre doenças crônicas como o lúpus, a fibromialgia e o mal de Alzheimer. A iniciativa busca ampliar o debate público sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acompanhamento contínuo para garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
Com o lema “Se não houver cura, que ao menos haja conforto”, a campanha chama atenção para enfermidades que, embora muitas vezes não tenham cura, podem ser controladas quando identificadas a tempo. Além disso, o Fevereiro Roxo também atua no combate ao preconceito e à desinformação que ainda cercam essas condições de saúde.
A reumatologista Júlia Carone destaca que tanto o lúpus quanto a fibromialgia costumam ser subdiagnosticados, o que pode atrasar o início do tratamento. “O diagnóstico precoce é a principal ferramenta para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma.
Segundo a especialista, o lúpus é uma doença autoimune que pode comprometer diversos órgãos e sistemas do corpo, exigindo acompanhamento médico regular e tratamento individualizado. Já a fibromialgia se caracteriza por dor crônica generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono, demandando uma abordagem multidisciplinar. “O tratamento envolve medicamentos, mudanças no estilo de vida e apoio emocional”, explica.
O Fevereiro Roxo também inclui o Alzheimer, doença neurodegenerativa que afeta a memória, o comportamento e as funções cognitivas. A campanha alerta para sinais iniciais, como esquecimentos frequentes e alterações de humor, reforçando a importância da busca por avaliação médica especializada.
A mobilização conta com a participação de profissionais de saúde, instituições e órgãos públicos, promovendo ações educativas em hospitais, redes sociais e eventos presenciais, além do uso de teleassistência e teleeducação para ampliar o acesso à informação e ao cuidado.
“O objetivo é mostrar que, mesmo diante de doenças crônicas e muitas vezes sem cura, é possível viver com mais conforto, dignidade e autonomia quando há diagnóstico precoce e suporte contínuo”, finaliza a reumatologista.
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