Especialistas reforçam alerta para avanço da dengue durante o verão de 2026

Isabel Gusmão
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Especialistas em saúde pública alertam para um cenário preocupante de aumento dos casos de dengue no Brasil em 2026. Projeções do projeto internacional IMDC (InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge), desenvolvido em parceria com a Fiocruz e a Fundação Getulio Vargas (FGV), indicam que o país pode registrar até 1,8 milhão de casos da doença ao longo do ano, especialmente durante os meses de verão.

A combinação entre altas temperaturas e períodos de chuva favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Segundo o infectologista Filipe Prohaska, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, a dengue pode variar de quadros leves a formas graves, como febre hemorrágica e choque circulatório, com maior risco entre idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades.

Atualmente, quatro sorotipos do vírus circulam no Brasil, o que possibilita reinfecções mesmo em quem já teve dengue. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e manchas na pele, mas sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e queda de pressão exigem atendimento médico imediato.

A prevenção continua sendo a principal estratégia de enfrentamento da doença. O controle da água parada é fundamental, assim como o uso diário de repelentes. De acordo com a Anvisa e a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os produtos mais eficazes devem conter icaridina, DEET ou IR3535, respeitando a concentração e o tempo de proteção indicados no rótulo.

Como reforço às ações preventivas, o SUS iniciou em janeiro a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única. A imunização começa com pessoas entre 15 e 59 anos e profissionais da atenção primária, com ampliação gradual conforme a disponibilidade de doses.

Apesar do avanço, especialistas reforçam que a vacina não substitui os cuidados individuais, já que protege apenas contra a dengue. “O combate ao mosquito e o uso de repelentes seguem sendo indispensáveis, especialmente para gestantes, devido aos riscos associados à zika”, destaca Prohaska.

A Rede Américas, segunda maior rede hospitalar do país, atua em oito estados e no Distrito Federal, reunindo 27 hospitais, mais de 4.200 leitos e cerca de 34 mil colaboradores, com foco em excelência clínica, inovação e cuidado humanizado.


Foto/ Imagem:  Divulgação/ Amanda Myrtes


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